sábado, 12 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Síndrome Nervosa
Síndrome Nervosa ou Jitteriness Syndrome
Postado por Glaise Franco Marcadores: Psiquiatria
Tomamos a liberdade de traduzir como "Síndrome Nervosa" mas na verdade não existe tradução em português para a Jitteriness Syndrome.
Preferimos traduzi-la como nervosa vez que ela surge após tentar tratar transtornos de ansiedade, isto é, síndromes ansiosas como a síndrome de Pânico, com antidepressivos tricíclicos ou ISRS, ambas medicações adequadas no tratamento destas doenças.
QUADRO CLÍNICO
Surgem sintomas estimulatórios inespecíficos, tais como: insônia, inquietação, irritabilidade, distúrbios gastrointestinais, energia excessiva, acatisia, ruminações obsessivas, agitação.
Em pessoas que estejam sendo tratadas para o Transtorno de Pânico pode haver aumento transitório da frequência dos ataques de pânico.
A Fluoxetina e a Clomipramina são fármacos bastante descritos induzindo esta síndrome.
ETIOLOGIA
Há discordâncias sobre os receptores que provocariam esta síndrome, mas alguns autores qualificam-na como um tipo de Síndrome Serotoninérgica.
BIBLIOGRAFIA
Lexicon of psychiatry, neurology, and the neurosciences
Tratamento do transtorno de pânico com antidepressivos tricíclicos
The jitteriness syndrome in panic disorder patients treated with antidepressants
Postado por Glaise Franco Marcadores: Psiquiatria
Tomamos a liberdade de traduzir como "Síndrome Nervosa" mas na verdade não existe tradução em português para a Jitteriness Syndrome.
Preferimos traduzi-la como nervosa vez que ela surge após tentar tratar transtornos de ansiedade, isto é, síndromes ansiosas como a síndrome de Pânico, com antidepressivos tricíclicos ou ISRS, ambas medicações adequadas no tratamento destas doenças.
QUADRO CLÍNICO
Surgem sintomas estimulatórios inespecíficos, tais como: insônia, inquietação, irritabilidade, distúrbios gastrointestinais, energia excessiva, acatisia, ruminações obsessivas, agitação.
Em pessoas que estejam sendo tratadas para o Transtorno de Pânico pode haver aumento transitório da frequência dos ataques de pânico.
A Fluoxetina e a Clomipramina são fármacos bastante descritos induzindo esta síndrome.
ETIOLOGIA
Há discordâncias sobre os receptores que provocariam esta síndrome, mas alguns autores qualificam-na como um tipo de Síndrome Serotoninérgica.
BIBLIOGRAFIA
Lexicon of psychiatry, neurology, and the neurosciences
Tratamento do transtorno de pânico com antidepressivos tricíclicos
The jitteriness syndrome in panic disorder patients treated with antidepressants
Síndrome de Necrose Muscular
Síndrome do Esmagamento
Postado por Glaise Franco Marcadores: Anestesiologia, Angiologia, Cirurgia, Clínica Médica, Ortopedia, Traumatologia
A Síndrome do Esmagamento recebe diversas outras denominações: Síndrome Compartimental, Síndrome de Compressão Muscular, Síndrome de Necrose Muscular, Síndrome Mio-Metabólico-Nefropática, Rabdomiólise Traumática, Isquemia de Volkmann.
A grande quantidade de denominações deve-se ao fato de que alguns destes nomes surgiram a partir de situações diferentes que provocam as mesmas consequências ou ainda, ao fato de que algumas destas denominações descrevem a fisiopatologia da doença, isto é, os fenômenos de desequilíbrio que ocorrem no corpo durante a síndrome.
Esta Síndrome inicialmente foi descrita em 1909, após o terremoto de Messina (Itália) e durante a primeira guerra mundial. Em língua inglesa sua primeira descrição foi em 1941.
A Síndrome de Esmagamento é descrita como um conjunto de manifestações sistêmicas resultantes da lesão à célula muscular devida a pressão ou esmagamento, estas ações mecânicas provocam inicialmente ISQUEMIA (sofrimento até a morte - gangrena - do tecido, por falta de oxigenação adequada), por isto ganhou o nome Síndrome Compartimental.
Nestes casos se aos tecidos for novamente permitido serem irrigados, enquanto forem viáveis, se houver uma DESCOMPRESSÃO do local (abertura cirúrgica do membro, revascularização, retirada de tecidos gangrenados), será possível minimizar os outros eventos danosos da síndrome.
Caso contrário, seguem-se outros eventos graves para o organismo:
Necrose muscular - morte do tecido muscular com liberação de mioglobina (proteína responsável pela formação dos músculos).
A mioglobina irá acumular-se nos rins e provocar IRA (Insuficiência Renal Aguda).
Liberação de substâncias tóxicas pelo tecido necrótico - citocinas.
Alterações hemodinâmicas (circulatórias), etc.
Óbito.
Trata-se de uma Síndrome grave que pode decorrer de:
Traumatismos
Acidentes com animais peçonhentos
Infecções graves
Compressão pelo próprio peso do corpo: pessoas acamadas.
PROGNÓSTICO
Depende da:
força e duração da compressão
dimensão do músculo afetado
precocidade do diagnóstico e da tomada de medidas terapêuticas
Trata-se de uma condição médica grave e potencialmente fatal.
BIBLIOGRAFIA
AZEVEDO, Rita C. Vianna de et al . Fator de inibição da migração de macrófagos e interleucina-6 na síndrome de esmagamento: analogia com gravidade? Relato de casos. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo, v. 19, n. 4, Dec. 2007 .
ABRAO, Maria Angélica et al . Rabdomiólise em paciente obeso mórbido submetido a gastroplastia redutora e durante revascularização de membro superior em paciente pediátrico: relato de casos. Rev. Bras. Anestesiol., Campinas, v. 56, n. 1, Feb. 2006.
Síndrome de Compressão dos Compartimentos Osteofaciais e seu Tratamento: a Fasciotomia.
Alterações Cardiocirculatórias, Respiratorias e Urinarias durante Laminectomia em Decubito Ventral. Relato de Caso.
Contratura Isquêmica de Volkmann.
Postado por Glaise Franco Marcadores: Anestesiologia, Angiologia, Cirurgia, Clínica Médica, Ortopedia, Traumatologia
A Síndrome do Esmagamento recebe diversas outras denominações: Síndrome Compartimental, Síndrome de Compressão Muscular, Síndrome de Necrose Muscular, Síndrome Mio-Metabólico-Nefropática, Rabdomiólise Traumática, Isquemia de Volkmann.
A grande quantidade de denominações deve-se ao fato de que alguns destes nomes surgiram a partir de situações diferentes que provocam as mesmas consequências ou ainda, ao fato de que algumas destas denominações descrevem a fisiopatologia da doença, isto é, os fenômenos de desequilíbrio que ocorrem no corpo durante a síndrome.
Esta Síndrome inicialmente foi descrita em 1909, após o terremoto de Messina (Itália) e durante a primeira guerra mundial. Em língua inglesa sua primeira descrição foi em 1941.
A Síndrome de Esmagamento é descrita como um conjunto de manifestações sistêmicas resultantes da lesão à célula muscular devida a pressão ou esmagamento, estas ações mecânicas provocam inicialmente ISQUEMIA (sofrimento até a morte - gangrena - do tecido, por falta de oxigenação adequada), por isto ganhou o nome Síndrome Compartimental.
Nestes casos se aos tecidos for novamente permitido serem irrigados, enquanto forem viáveis, se houver uma DESCOMPRESSÃO do local (abertura cirúrgica do membro, revascularização, retirada de tecidos gangrenados), será possível minimizar os outros eventos danosos da síndrome.
Caso contrário, seguem-se outros eventos graves para o organismo:
Necrose muscular - morte do tecido muscular com liberação de mioglobina (proteína responsável pela formação dos músculos).
A mioglobina irá acumular-se nos rins e provocar IRA (Insuficiência Renal Aguda).
Liberação de substâncias tóxicas pelo tecido necrótico - citocinas.
Alterações hemodinâmicas (circulatórias), etc.
Óbito.
Trata-se de uma Síndrome grave que pode decorrer de:
Traumatismos
Acidentes com animais peçonhentos
Infecções graves
Compressão pelo próprio peso do corpo: pessoas acamadas.
PROGNÓSTICO
Depende da:
força e duração da compressão
dimensão do músculo afetado
precocidade do diagnóstico e da tomada de medidas terapêuticas
Trata-se de uma condição médica grave e potencialmente fatal.
BIBLIOGRAFIA
AZEVEDO, Rita C. Vianna de et al . Fator de inibição da migração de macrófagos e interleucina-6 na síndrome de esmagamento: analogia com gravidade? Relato de casos. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo, v. 19, n. 4, Dec. 2007 .
ABRAO, Maria Angélica et al . Rabdomiólise em paciente obeso mórbido submetido a gastroplastia redutora e durante revascularização de membro superior em paciente pediátrico: relato de casos. Rev. Bras. Anestesiol., Campinas, v. 56, n. 1, Feb. 2006.
Síndrome de Compressão dos Compartimentos Osteofaciais e seu Tratamento: a Fasciotomia.
Alterações Cardiocirculatórias, Respiratorias e Urinarias durante Laminectomia em Decubito Ventral. Relato de Caso.
Contratura Isquêmica de Volkmann.
Síndrome de Koro
Síndrome de Koro
Postado por Glaise Franco Marcadores: Psiquiatria, Urologia
A Síndrome de Koro também chamada de Síndrome de Redução Genital, Síndrome de Jinjin Bemar e Síndrome de Suk Yeong (China, Índia, Sudeste asiático).
Caracteriza-se pelo medo agudo, ou ansiedade intensa diante da retração normal do pênis (no caso dos homens), da vulva ou dos mamilos (em mulheres). A reação de angústia severa diante da retração normal dos órgãos sexuais advém da crença de que esta retração prosseguirá até que desapareça e provoque a morte do indivíduo, assim por exemplo, em homens, gênero em que é mais comum, os portadores desta síndrome creêm seu pênis continuará retraindo incessantemente, até penetrar de volta à cavidade abdominal, quando isto lhe provocará o óbito.
A palavra Koro, proveniente da língua malaia, significa cabeça de tartaruga, uma clara referência à retração que esta é capaz de fazer em direção ao casco, desaparecendo por completo, à semelhança do que os pacientes acometidos pela síndrome crêem que aconteça com a sua genitália.
Fatores predisponentes:
exposição ao frio,
coito excessivo,
conflitos interpessoais,
pressões sócio-culturais.
O Surgimento da síndrome é súbito.
Na tentativa de "tratar-se", as pessoas acomentidas pela doença tentam explorar a própria genitália (podendo levar a acidentes), ou solicitam a familiares que o façam, colocam talas para evitar a retração dos genitais, usam remédios fitoterápicos, massagens ou felação.
É possível ainda, distinguir entre a síndrome de Koro Primária e a Secundária:
Primária: até a década de 70 somente era diagnósticada entre pessoas do sudeste asiático. Desde a facilidade de migração entre os povos, a globalização que atinge também as culturas, é possível diagnósticar esta síndrome também em outras regiões do mundo, mas no Koro Primário estará culturalmente sempre relacionado. Por ser um fenômeno cultural, há diversos artigos publicados de "epidemias" desta síndrome em alguns países, com cerca de 200 casos ocorrendo ao mesmo tempo, nestes casos, histeria em massa.
Secundária: relaciona-se a outras doenças pré-existentes como transtornos mentais (de ansiedade, depressão, psicóticos, intoxicações), doenças urológicas, tumores cerebrais, epilepsias... . A literatura médica aponta cada vez mais casos em pessoas de culturas distintas do sudeste asiático.
Prognóstico
Com tratamento geralmente apresenta remissão, sendo raramente de curso crônico.
É preciso, entretanto, atentar para, principalmente em casos secundários, a grande possibilidade de estar vinculada a transtornos psicóticos e o risco do portador da síndrome, na tentativa de resolver sozinho o problema que crê apresentar, acabar incorrendo em amputações, ou outros acidentes graves.
Referências Bibliográficas
Síndrome de Koro Secundário
A Conceptual History of Koro
Postado por Glaise Franco Marcadores: Psiquiatria, Urologia
A Síndrome de Koro também chamada de Síndrome de Redução Genital, Síndrome de Jinjin Bemar e Síndrome de Suk Yeong (China, Índia, Sudeste asiático).
Caracteriza-se pelo medo agudo, ou ansiedade intensa diante da retração normal do pênis (no caso dos homens), da vulva ou dos mamilos (em mulheres). A reação de angústia severa diante da retração normal dos órgãos sexuais advém da crença de que esta retração prosseguirá até que desapareça e provoque a morte do indivíduo, assim por exemplo, em homens, gênero em que é mais comum, os portadores desta síndrome creêm seu pênis continuará retraindo incessantemente, até penetrar de volta à cavidade abdominal, quando isto lhe provocará o óbito.
A palavra Koro, proveniente da língua malaia, significa cabeça de tartaruga, uma clara referência à retração que esta é capaz de fazer em direção ao casco, desaparecendo por completo, à semelhança do que os pacientes acometidos pela síndrome crêem que aconteça com a sua genitália.
Fatores predisponentes:
exposição ao frio,
coito excessivo,
conflitos interpessoais,
pressões sócio-culturais.
O Surgimento da síndrome é súbito.
Na tentativa de "tratar-se", as pessoas acomentidas pela doença tentam explorar a própria genitália (podendo levar a acidentes), ou solicitam a familiares que o façam, colocam talas para evitar a retração dos genitais, usam remédios fitoterápicos, massagens ou felação.
É possível ainda, distinguir entre a síndrome de Koro Primária e a Secundária:
Primária: até a década de 70 somente era diagnósticada entre pessoas do sudeste asiático. Desde a facilidade de migração entre os povos, a globalização que atinge também as culturas, é possível diagnósticar esta síndrome também em outras regiões do mundo, mas no Koro Primário estará culturalmente sempre relacionado. Por ser um fenômeno cultural, há diversos artigos publicados de "epidemias" desta síndrome em alguns países, com cerca de 200 casos ocorrendo ao mesmo tempo, nestes casos, histeria em massa.
Secundária: relaciona-se a outras doenças pré-existentes como transtornos mentais (de ansiedade, depressão, psicóticos, intoxicações), doenças urológicas, tumores cerebrais, epilepsias... . A literatura médica aponta cada vez mais casos em pessoas de culturas distintas do sudeste asiático.
Prognóstico
Com tratamento geralmente apresenta remissão, sendo raramente de curso crônico.
É preciso, entretanto, atentar para, principalmente em casos secundários, a grande possibilidade de estar vinculada a transtornos psicóticos e o risco do portador da síndrome, na tentativa de resolver sozinho o problema que crê apresentar, acabar incorrendo em amputações, ou outros acidentes graves.
Referências Bibliográficas
Síndrome de Koro Secundário
A Conceptual History of Koro
Síndrome do Coração Partido
Síndrome do Coração Partido
Postado por Glaise Franco Marcadores: Cardiologia, Psiquiatria
Conceito
A cardiomiopatia de Takotsubo (Síndrome de Takotsubo ou Síndrome da Armadilha do Polvo), uma nova síndrome cardíaca, caracteriza-se por disfunção transitória do ventrículo esquerdo com dor torácica, alterações eletrocardiográficas e liberação discreta de enzimas mimetizando infarto agudo do miocárdio.
Conhecida cientificamente como Acinesia Apical Transitória, sua imagem no cateterismo assemelha-se a das armadilhas utilizadas na pesca do polvo.
Os primeiros casos de Coração Partido surgiram no Japão no início dos anos 90. Em 2001, o primeiro estudo com 88 pacientes foi divulgado na Revista do Colégio Americano de Cardiologia e, após esta publicação, novos casos foram ralatados em outros países do ocidente.
Seu desencadeamento está ligado a alguns fatores bastante variáveis, sendo um deles o estresse. Todas as situações de estresse apresentam elevação das catecolaminas, que também podem ser causa de disfunção ventricular, como no feocromocitoma.
Etiologia
Apesar de a causa ser desconhecida, a estimulação simpática exagerada tem sido proposta como um fator central na fisiopatologia. Pacientes com takotsubo têm maiores níveis de catecolaminas que pacientes com infarto com a mesma classe Killip. Diferenças regionais na sensibilidade ou na inervação adrenérgicas devem explicar apresentações clínicas diferentes e alterações segmentares. Finalmente, algumas investigações têm sugerido que o espessamento septal é um fator primordial na fisiopatologia da síndrome pela divisão do ventrículo esquerdo, o que resulta em balonamendo no ápice, promovendo um disparo secundário para liberação adrenérgica.
Epidemiologia
Precipitada por forte estresse emocional, é mais comum em mulheres, com idade variando entre 60 e 75 anos.
Quadro Clínico
Os sintomas simulam um infarto agudo do miocárdio com dor no peito, menos intensa que o habitual, com alterações no eletrocardiograma e nas enzimas cardíacas. O ecocardiograma e a cinecoronariografia selam o diagnóstico, já que as artérias coronárias apresentam-se sempre normais, sem obstruções.
A reversibilidade da alteração contrátil do VE e a ausência de coronariopatia obstrutiva significativa são os aspectos marcantes para o diagnóstico, sendo que, em média, até o 18º dia do início dos sintomas observa-se o total restabelecimento da função ventricular, com variação de 3 a 50 dias.
Tratamento
Medidas de supote hemodinâmico.
Referências Bibliográficas
VASCONCELOS, Jayro Thadeu Paiva de et al . Cardiomiopatia de Takotsubo: uma causa rara de choque cardiogênico simulando infarto agudo do miocárdio. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 85, n. 2, Aug. 2005.
LEMOS, Alessandra Edna Teófilo et al . Síndrome do coração partido (síndrome de Takotsubo). Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 90, n. 1, Jan. 2008.
A Síndrome do Coração Partido . 2005.
Médicos tratam 'síndrome do coração partido' com sucesso. 2009.
Postado por Glaise Franco Marcadores: Cardiologia, Psiquiatria
Conceito
A cardiomiopatia de Takotsubo (Síndrome de Takotsubo ou Síndrome da Armadilha do Polvo), uma nova síndrome cardíaca, caracteriza-se por disfunção transitória do ventrículo esquerdo com dor torácica, alterações eletrocardiográficas e liberação discreta de enzimas mimetizando infarto agudo do miocárdio.
Conhecida cientificamente como Acinesia Apical Transitória, sua imagem no cateterismo assemelha-se a das armadilhas utilizadas na pesca do polvo.
Os primeiros casos de Coração Partido surgiram no Japão no início dos anos 90. Em 2001, o primeiro estudo com 88 pacientes foi divulgado na Revista do Colégio Americano de Cardiologia e, após esta publicação, novos casos foram ralatados em outros países do ocidente.
Seu desencadeamento está ligado a alguns fatores bastante variáveis, sendo um deles o estresse. Todas as situações de estresse apresentam elevação das catecolaminas, que também podem ser causa de disfunção ventricular, como no feocromocitoma.
Etiologia
Apesar de a causa ser desconhecida, a estimulação simpática exagerada tem sido proposta como um fator central na fisiopatologia. Pacientes com takotsubo têm maiores níveis de catecolaminas que pacientes com infarto com a mesma classe Killip. Diferenças regionais na sensibilidade ou na inervação adrenérgicas devem explicar apresentações clínicas diferentes e alterações segmentares. Finalmente, algumas investigações têm sugerido que o espessamento septal é um fator primordial na fisiopatologia da síndrome pela divisão do ventrículo esquerdo, o que resulta em balonamendo no ápice, promovendo um disparo secundário para liberação adrenérgica.
Epidemiologia
Precipitada por forte estresse emocional, é mais comum em mulheres, com idade variando entre 60 e 75 anos.
Quadro Clínico
Os sintomas simulam um infarto agudo do miocárdio com dor no peito, menos intensa que o habitual, com alterações no eletrocardiograma e nas enzimas cardíacas. O ecocardiograma e a cinecoronariografia selam o diagnóstico, já que as artérias coronárias apresentam-se sempre normais, sem obstruções.
A reversibilidade da alteração contrátil do VE e a ausência de coronariopatia obstrutiva significativa são os aspectos marcantes para o diagnóstico, sendo que, em média, até o 18º dia do início dos sintomas observa-se o total restabelecimento da função ventricular, com variação de 3 a 50 dias.
Tratamento
Medidas de supote hemodinâmico.
Referências Bibliográficas
VASCONCELOS, Jayro Thadeu Paiva de et al . Cardiomiopatia de Takotsubo: uma causa rara de choque cardiogênico simulando infarto agudo do miocárdio. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 85, n. 2, Aug. 2005.
LEMOS, Alessandra Edna Teófilo et al . Síndrome do coração partido (síndrome de Takotsubo). Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 90, n. 1, Jan. 2008.
A Síndrome do Coração Partido . 2005.
Médicos tratam 'síndrome do coração partido' com sucesso. 2009.
Síndrome Alcoólica Fetal
Síndrome Alcoólica Fetal
É uma síndrome que reúne vários sinais e sintomas, desde o nascimento, em pessoas filhas de mães que consumiram bebidas alcoólicas durante a gestação.
A Síndrome Álcoólica Fetal (SAF) é a maior causa de retardo mental do ocidente e caracteriza-se por déficit de crescimento, dismorfismo facial e evidências de anormalidades no SNC.
Os critérios mínimos para o diagnóstico da SAF são:
retardo do crescimento pré ou pós-natal;
envolvimento do sistema nervoso, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, alterações do QI e do comportamento;
dismorfismo facial. Pelo menos dois dos seguintes sinais:
microcefalia,
microftalmia e/ou fissura palpebral pequena
filtro nasal hipoplásico com lábio superior fino,
hipoplasia maxilar
Research Society of Alcoholism
É uma síndrome que reúne vários sinais e sintomas, desde o nascimento, em pessoas filhas de mães que consumiram bebidas alcoólicas durante a gestação.
A Síndrome Álcoólica Fetal (SAF) é a maior causa de retardo mental do ocidente e caracteriza-se por déficit de crescimento, dismorfismo facial e evidências de anormalidades no SNC.
Os critérios mínimos para o diagnóstico da SAF são:
retardo do crescimento pré ou pós-natal;
envolvimento do sistema nervoso, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, alterações do QI e do comportamento;
dismorfismo facial. Pelo menos dois dos seguintes sinais:
microcefalia,
microftalmia e/ou fissura palpebral pequena
filtro nasal hipoplásico com lábio superior fino,
hipoplasia maxilar
Research Society of Alcoholism
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